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segunda-feira, 19 de maio de 2014

O caminho da menor resistência

Sábado passado participei de um encontro maravilhoso do Movimento Era de Cristal.
Básica e resumidamente este movimento (que não tem fins lucrativos), nos traz a mensagem de que devemos afastar cada vez mais as diferenças e unir as semelhanças em todos os aspectos e entre todas as "individualizações" deste planeta.
Individualizações porque estamos falando tanto de pessoas, quanto de plantas, animais, situações, pensamentos, etc.
Que para o mundo mudar nós precisamos mudar por dentro, em primeiro lugar.
Que não precisamos mais procurar o "modo de fazer" lá fora, porque cada um é seu próprio mestre.




A mensagem passada neste sábado é bem interessante e gostaria de compartilhá-la com você, pois se trata de como fazer a energia fluir, principalmente quando se trata de conflitos, e todos temos conflitos a todo momento, seja aquele que já vem de muitos anos, conosco mesmos, com outras pessoas, ou aqueles que nos pegam de surpresa.

Toda energia é informação e vice-versa, não existindo energia boa ou ruim (isso a física quântica já comprova).
E todos sabem que energia parada só causa problemas. Portanto, a energia deve fluir para existir harmonia e equilíbrio.
Por exemplo: se uma árvore cai no meio de um rio, a água não fica discutindo com a árvore, nem pára. Ela simplesmente encontra outro meio mais fácil de contornar a árvore e seguir seu curso.

Nas palavras de Alê Barello (que comanda as palestras do grupo):
"Por que é que a gente que é feito de 70% de água também não segue o caminho da menor resistência?"



Resistimos porque queremos ter a razão, porque temos medo ou para não sofrer.
Porém, se tomamos consciência de que a energia é algo que deve fluir e que é neutra, não existe mais motivos para resistir.

A resistência ocorre de duas formas:
- A primeira quando a gente não deixa nem a energia entrar.
É quando não queremos ouvir ou ver a situação. Não assisto ao jornal, não deixo você terminar o que está falando, etc.
- A segunda é quando a gente deixa a energia entrar, mas não a deixa sair.
É quando a gente guarda pra si e não faz nada. Assisto o jornal e fico reclamando que o mundo não tem mais jeito, ouço o que você tem a dizer, mas não respondo e fico com aquilo dentro de mim, etc.

Qual é a melhor maneira, então, de fazer a energia continuar fluindo num momento de conflito?
Ficar "longe do medo e perto do amor!" (frase super Era de Cristal!)



Não tenha medo: deixe que a energia que se apresenta como conflito entre em você, entendendo a situação ou a pessoa. Entenda! Afinal, todos somos um, não é mesmo?
Cada um tem suas razões. Entenda que cada um tem direito a ter suas razões.

Reagir de forma agressiva ou internalizar e ficar com o rancor ou mágoa dentro de você, não faz com que você tenha mais ou menos razão.
A situação só se resolve quando você a entende.
E depois de entender a situação/pessoa, dê sim sua opinião de forma não agressiva. Fale ou aja em relação à situação. Deixe que a energia que entrou saia agora de forma equilibrada.
Se o outro lado quiser continuar no conflito, é uma escolha sua participar ou não.
Você pode deixar entrar, deixar sair e finalizar a sua participação.

Parece difícil, mas é só uma questão de prática e de estar disponível para esse novo modo de agir e sentir.

Vamos treinar? Vamos pelo menos começar a tentar?
No dia seguinte a este aprendizado, posso lhe dizer que os resultados já começaram a ser diferentes para mim. Bem mais equilibrados.

Outra coisa: sinta tudo o que está acontecendo a sua volta sem se basear apenas pelas pessoas. ;-)

Até a próxima!

Para saber mais sobre o Movimento Era de Cristal acesse: www.unaversidade.org.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Reaprendendo a ser eu

(Escrito em setembro/2012 - e assim tudo começou, culminando agora, em 2014)

Hoje eu vim compartilhar um momento importante da minha vida porque fiz muitas amigas na internet e acho que quando a gente compartilha as dificuldades e facilidades que vivemos, muita gente pode aproveitar a experiência e ainda dar mais dicas e até apoio.

Sempre fui uma pessoa muito independente. Sempre corri atrás das minhas realizações.

Depois que tive minha filha Luiza em 2010, acabei entrando numa rotina onde esqueci de mim e de quem eu sou de verdade.
Acho que esse processo começa no dia em que casei, mas não estou culpando meu marido nem minha filha.
Apenas percebo como pessoas que tem "o mundo pela frente" de repente se deixam engolir pelos afazeres de cada dia.

Eu costumava dançar, ler, tinha planos de estudar fora, de ir pra sampa, de ser uma mulher de sucesso antes dos 30...
Mas, muita coisa ficou pra trás e acredito que tem bastante gente se identificando com essa situação.

O que me salvou até agora foi a oportunidade de criar através do meu trabalho. Porém, hoje me vejo em dívida até com minha loja e minhas clientes, pois tenho muitas idéias que acabam não saindo do papel.

Estava naquele ponto crucial em que as coisas tinham que mudar e eu precisava reencontrar aquela menina de 22 anos que queria o mundo.

Ai, surgiu a oportunidade de fazer um seminário do Sebrae sobre comportamentos do empreendedor.
Foi um desafio e tanto decidir participar, pois durava 6 dias começando às oito horas da manhã e sem hora para acabar.
Desafio porque minha filha ficava o tempo todo comigo e eu só a deixava com minha mãe, minha sogra ou minha cunhada quando realmente era necessário. E ainda sim, somente por um período do dia.
Para fazer o seminário tive que deixá-la numa escolinha às sete horas da manhã e o primeiro que chegasse do trabalho (marido ou cunhada) ia buscá-la.
Eu chegava em casa nove da noite, super agitada, com mil coisas na cabeça, e ainda dava banho nela, ficava agarrada nela, depois a colocava para dormir e ai voltava a fazer os trabalhos do seminário.
O dia em que fui dormir mais cedo foi o primeiro do seminário, às duas da madrugada.

Enquanto estava lá, pude perceber o quanto havia me perdido.
Logo eu que achava que sabia exatamente para onde estava indo...
Como disse, não culpo ninguém. Só estou constatando um fato e percebo que a maioria das mulheres deve passar por isso também, porque a gente tem que trabalhar, cuidar da casa, cuidar das contas, cuidar dos filhos e ainda ficar linda para o marido.
E a gente? Não sobra tempo, né!



Esse seminário me ajudou a perceber que tudo depende apenas de mim.
Que eu não posso mais culpar o dia por ter "apenas" 24 horas.
Que eu não posso culpar ninguém além de mim por ter mais amigas online do que offline.
Que não posso culpar minha filha pelo fato de não conseguir mais ir e vir quando bem entender.
Como disseram lá, esse negócio de "a culpa é minha, eu ponho em quem eu quiser" não rola mais!
O seminário era sobre o comportamento de um empreendedor, e o que é a vida senão o nosso maior empreendimento?

Lá jogaram na minha cara que eu tinha esquecido de mim, que eu não olhava pra dentro.
Eu estava me privando do meu melhor, e privando todos que estão ao meu lado!

E na maioria das vezes a gente tem que se resolver, tendo que resolver todo o resto em volta ao mesmo tempo...

Hoje penso que faço parte de algo muito especial. Faço parte de um grupo de pessoas que buscavam desenvolvimento e acharam todo um caminho para isso.
Quando ying chega a seu ponto máximo se transforma em yang, e vice-versa.
Agora, estou tentando rasgar a fantasia e colocar minha cara a tapa pro mundo de novo.






Não é nada fácil, mas ninguém disse que seria.
É preciso ter equilíbrio para não agir por impulso e estragar tudo.
Muitas vezes dar um passo para trás é caminhar para frente - outra coisa que aprendi lá.

Eu só me perguntava: onde foi que eu me enfiei?
Cadê aquele desejo, aquele ideal, aquele objetivo que estampava um sorrisão no meu rosto sem que eu me desse conta?
Cadê o brilho nos olhos? Ele está aqui sim!
Eu não o perdi: só o escondi.

Algo que me ajudou nesse processo foi vislumbrar onde estarei daqui a 20 anos.
Daqui a 20 anos não tem mais parcela do carro, a filha não vai mais usar fraldas e posso estar em qualquer parte do mundo, porque todos os obstáculos de agora desaparecem.
Daqui a 20 anos você não tem mais desculpa!
E daqui 20 anos todos queremos estar fazendo algo que é intimamente especial. Algo que valha a pena.

É quando você vislumbra seu futuro daqui 20 anos que as coisas começam a mudar no presente.
Porque aquele sorriso, aquele brilho nos olhos, tudo isso volta!
Você sente dentro do peito a realização daquela menina de 22. E, putz, tem que acontecer!
Volta a tona e se torna uma meta, um objetivo.
Pra mim, esse está sendo o primeiro passo. É o que reacendeu a luz do meu peito e faz com que eu tenha gás todos os dias, e também tenha fé de que eu nunca estou sozinha porque Deus está sempre comigo. Estamos todos conectados.








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Atualização de maio/2014

Essa foi a semente da Mente Simples. Aqui, a proposta é compartilhar coisas boas, boas ações e atitudes, aprender juntos, apoiar-nos uns aos outros.
Pitadas de felicidade para os dias fáceis e difíceis.


Até a próxima!

Jo